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Entre Fotos e Sorrisos

Estava tudo desabando. Minhas lágrimas, minha dor. Eu.
A música já não estava ajudando, Na verdade, ela estava piorando toda a situação. Não quero que ninguém saiba que eu sofro por algo que não tem possibilidade alguma de acontecer. E se acontecesse, talvez, eu perderia tudo. Ou será que já não tinha nada? Sabe quando se toca que não é o suficiente? Juras de amor ditas em músicas que dá vontade de ligar e gritar tudo pelo
telefone. Teria que abrir mão de tantas coisas, que não sei se é o certo a se fazer.
Sempre fiz a coisa certa. 
Será que era hora de errar?
Não.
Talvez.
Culpa das comédias românticas que faz que imaginemos que no final, as coisas viram ao seu favor. Mas quando é o final? Será que somente a minha história será incompleta?
O que tem de errado comigo? Por que com todo mundo dá certo?
Eles fazem parecer tão fácil. Tão simples. Talvez, eu não possa amar ou não podem me amar. Corresponder. Ã‰ o que parece. Não sou boa com essa coisa de amor. Completamente. Absolutamente. Certamente.
Estou confundindo as coisas e isso não tá certo. Deixa continuar como está. Sei que tem na cabeça que sempre é a segunda opção das pessoas. Mas como dizer que é único pra mim no mundo e que sempre foi a minha única opção? É, não acreditaria através das circunstâncias. Melhor guardar pra mim.
Ninguém precisa saber.
Deixa como está.
Já repeti tanto isso nos últimos anos. Será um erro alimentar tanto algo dentro de mim? Mais uma vez to aqui, te fazendo tema dos meus textos. Me diz qual é a sua dor. Eu juro, com todas as forças do mundo,que vou te ajudar a cessar.
Me diz não me ama. 
Não.
Diz que me ama.
Que me precisa. Que sou única no mundo. Mas só se for verdade. Quem é a dona do seu sorriso? Se não for eu, pensa se deve dividir isso comigo.
Quem é o motivo da sua felicidade?
Quem, é tão sortuda, que possui todo o seu amor?
O que adianta dizer que vou te ignorar, te deixar de lado, se um "oi", faz eu esquecer tudo e voltar a te amar outra vez. Dizem que para conquistar e não perder o garoto, a garota deve ser misteriosa, ser cuidadosa e difícil. Como ser assim se não consigo ficar um dia sem falar contigo? Como ser assim, se com você, eu posso ser eu mesma, sem julgamento algum e me sentir a vontade de contar o que quiser? Como ser assim, se você é capaz de me fazer sorrir de maneira tão fácil? Dizem também, que você tem de ser fria. Eu não quero ser fria. Quero amar intensamente. Transbordar.
Dane-se o que dizem. Vivo em desamor. Vivo na esperança de algo que eu nem sei.
Não importa nada disso.
Sorrio quando você sorrir. Aplaudo de pé todas suas conquistas, até mesmo se algumas delas me fazem sofrer. Adéquo minha vida na sua sem seu consentimento. Só me desculpa não ser suficiente. Me perdoa por transbordar. Perdoa-me por amar sem você saber.
Seja meu para sempre. Seja como for, com quem for, só fique. Não me deixe. Seja meu para sempre













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Não quero viver.
Vamos, levanta dessa cama, moça. 
Mais um suspiro e finalmente se levanta. Anda pelo corredor, para em frente ao espelho e se encara.
Olha as pernas, levanta um pouco a camiseta: Ah, engordou um pouco e finalmente chega ao seu rosto. A chama atenção. O que era aquilo? Vestígios das magoas da madruga acompanhada de expressões de cansaço e infelicidade. Mas cansaço do que? Infelicidade por qual razão?
Volta pra cama, guria.
Pega o celular e vasculha o Feed de notícias.
Quanta futilidade. Ué, quem era aquele menino? Ah, mais um casal. Opa, outro término aqui. Parece que alguém foi pra balada ontem. Quantas indiretas. Não sabia que era aniversário dele. Eita, aquele alguém...(desmanche o sorriso bobo!). Faculdade de fotografia? Nossa, que vestido lindo. Eles são amigos? É ela? Declarações. Manifestos, Feminismo, Machismo. Formadores de opiniões. Ódio gratuito.
Melhor ir para o Netflix.
Já assisti. Assisto depois. Já assisti. Está chato. Já assisti. Esperando novos episódios. Já assisti. 
Desliga.
Pensa.
Aquele breve sorriso.
Whatsapp!
Será que alguém me chamou? Ah, é o grupo da família.
Ninguém legal. Ele não me responde. Ah, e visualizou a três horas. Deixa! vou ignorar até a morte, agora.
Corre pra cama, menina.
É o último ano.
O que que eu vou fazer da vida? E os meus sonhos? Até que ponto vale a pena correr atrás de um sonho? Até que ponto vale o esforço para conquistar aquele alguém? Por que eu não consigo parar de pensar em tantas perguntas? Quem tem as respostas?
Senta na beira da cama e olha ao redor.
O que eu to fazendo aqui? As amigas já não querem nem saber. O amor mal bate a sua porta. A família ignora.
A melancolia é tremenda.
O mundo deu as costas para mim. Não tem razões para minha existência. Não quero fazer nada, não quero agradar mais ninguém. Eu não to me sentindo bem. Não to me sentindo bem com meu cabelo, minhas unhas não são as melhores, por isso que ninguém olha pra mim.
Tantas cobranças, tanta falta de vontade, tantas indecisões...
Levanta daí menina.
Vai na cozinha.
Pega aquela faca.
E corta.
Corta essa caixinha de leite condensado.
E faz o melhor brigadeiro do mundo.
Acaba já com essas três letrinhas que te atormenta todos os meses.
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   Quando se pensa em São Paulo, a Avenida Paulista é o primeiro lugar que vem na minha cabeça. Os imensos prédios, as pessoas pra lá e pra cá e a proporção enorme de possibilidades juntas definem esse incrível ponto turístico. 
   O lugar que é possível, no meio urbano, ter um parque enorme. Um lugar que no meio de tantas pessoas engravatadas, há tanta cultura junta, desde artistas de ruas a enormes exposições nos centros culturais.
   Uma multidão de pessoas e cada uma com o seu jeito único. A diversidade é tanta que faz da avenida um lugar aconchegante para passar o dia todo.
  Passamos uma tarde de domingo e aproveitamos para tirar algumas fotos. Revisando cada uma, nos causou uma comoção tão grande em encontrar semelhanças entre elas que especifica o amor.
  Geralmente, São Paulo é visto como um lugar impossível de existir esse sentimento. Talvez, a causa de tal impressão é gerada pelas coisas serem muito rápidas por aqui e o amor, um sentimento que é marcado por requerer tempo, paciência e plenitude, risca a agitação de São Paulo da lista. Mas, existe amor em São Paulo, sim. 
   Dando zoom em cada foto que tiramos na avenida ( e sem intenção nenhuma) registramos o amor. Clicamos diversas pessoas de mãos dadas pela multidão. Mãos dadas, no universo feminino (mal sabem, os boys) tem diversos significados. Um deles, é transmitir amor.
   O amor seja, de um casal novo, um casal mais antigo, amigos, irmãos, família, seja eles o que forem, estão nessas fotos aqui:







   Andar de mãos dadas ou abraçada a pessoa que você gosta significa acima de tudo proteção e a forma mais linda de dizer "estou com você".
   Não tenha vergonha de expressar o que sente pela pessoa que você ama. Não guarde amor porque é o que o mundo mais precisa. Espalhe amor por aí. 
   Seja na sua casa ou em plena Avenida Paulista.
  Expresse o amor. Ame seu amor. Dê as mãos e ande pela avenida mais famosa do Brasil como se só tivessem vocês dois ali. Congele o tempo para dizer o quanto o amor é importante.
   Vai, segura a mão daquele alguém e saiam espalhando amor por aí, sem vergonha alguma. Porque vergonha, é não amar.

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